Livros favoritos de 2014

Olá,pessoal! Tudo bem com vocês?

Primeiramente: quero começar desejando um ótimo começo de ano a todos e que 2015 seja cheio de sonhos realizados e objetivos conquistados na vida de vocês!

“Segundamente”: sabe qual é a parte ruim de ter dias da semana certo para sair post no blog? É que em alguns desses dias você simplesmente não está produtiva e basicamente não fez nada de interessante que mereça ser compartilhado. E se tem algo que eu acho pior do que a sensação de espaço em branco é a sensação de tapa buraco. Sabe quando você não tem nada para falar e resolve tagarelar qualquer coisa só para não ficar aquele silêncio constrangedor? Pois é, eu simplesmente detesto isso. Sou da crença que palavras e pensamentos são importantes demais para serem desperdiçados quando não se tem anda de interessante a dizer. A expressão “palavras ao vento”  sempre me remeteu ao tipo de ideia que, quando se fala algo sem necessidade é como se as palavras pairassem no vazio por um breve momento e se dissolvessem em contato com o ar, morrendo no processo.

Passei um tempão de sexta e outro tanto de sábado pensando no que escrever para o blog: uma playlist, a resenha de outro filme, um texto, algo sobre fotografia. Mas assim que começava a digitar as primeiras palavras sobre o dito assunto, não sentia que ele ( independente de qual fosse) seria apropriado para ser o tema do primeiro post de 2015. Então, dados os fatos, acabei decidindo não escrever nada até que algo me empolgasse o suficiente e eu achasse que fosse significativamente relevante para ser compartilhado aqui.

E foi só hoje que a lampada da inspiração ascendeu em cima da minha cabecinha e depois de ficar um tempo “morgando” sem fazer nada ( até porque é pra isso que domingos existem) sentada no chão do quarto, observando a minhas estante de livros enquanto ouvia resenhas no you tube, resolvi que queria escrever um post citando os livros favoritos que marcaram o meu 2014 ~respirem, vai ser comprido~.

Ao todo, eu li 39 no total ( olha o toc batendo porque não gosto de número ímpar) e farei a lista pela ordem de leitura, se o post começar a ficar muito gigantesco eu faço uma continuação da lista no próximo. Enfim,espero que gostem, lá vai:

Leituras começadas no fim de 2013 terminadas no começo de 2014:

O Nome do Vento

Mais sobre o livro: Skoob

Histórias épicas são um dos meus temas favoritos em leituras. Acho lindo os cenários e como cada autor consegue criar uma mitologia única usando elementos do passado e incorporando a isso ao universo no qual a história se passa. Por esse motivo, que estranhei quando logo no começo me peguei não gostando muito de O Nome do Vento. Ele tinha tudo o que eu gosto e queria ler naquele momento: um protagonista inteligente, uma história cheia de magia e  elementos fantásticos etc. Mas ainda sim, não me arrebatou logo no começo. A leitura foi um pouco arrastada e não conseguia me identificar com os personagens, ainda sim, o plot central da história me deu a confiança que eu precisava para seguir firme em mais algumas páginas e não abandonar o livro. A partir do memento em que a história engata e a jornada do personagem começa, você se vê em meio a aventura mais fantástica de todas! O universo cheio de armadilhas e as peripécias do ruivo que toca alaúde chamado Kvothe e  sua busca pelo  temível Chandriano que assassinou seus pais e a trupe com a qual eles viviam é fascinante, e fazem do primeiro livro da trilogia ” As Crônicas do Matador do Rei” um livro mais do que obrigatório no currículo de qualquer leitor.

Northgan Abbey:

Mais sobre o livro: Skoob

Meu segundo livro da Jane Austen e mais um que foi uma surpresa maravilhosa. Engraçado e de fácil leitura, a  Abadia de Northanger conta a história de Catherine, uma jovem que é fascinada por romances góticos e com uma imaginação muito fértil, que  a convite de amigos da família, o Sr e a Sra Allen, vai passar o verão na agitada Bath.

O livro tem uma história simplista a meu ver, mas ainda sim incrível, pois, trata de assuntos corriqueiros de forma bastante bem humorada e faz críticas muito precisas e ao mesmo tempo carregadas de sarcasmo a sociedade da época e até mesmo ao seus livros e costumes. Os personagens são graciosos e carismáticos e mesmo que o final tenha sido bem previsível, isso não afetou em nada a qualidade do livro como um todo. Jane, está entre uma das minhas autoras favoritas e espero ler mais de suas obras futuramente.

Leituras de 2014: 

Confie em mim: 

mais sobre o livro: Skoob

Primeiro livro que li do autor Harlan Coben e foi bastante surpreendente, na verdade dizer que foi surpreendente ainda é pouco, pois, há muito tempo que não lia um livro policial tão bem escrito, com uma história bem amarradinha e cheio de reviravoltas. É um daqueles livros que você começa e não consegue parar até que chegue a última página, tamanha é o envolvimento que você fica com a história. E é um livro que agrada a todos, tanto que minha mãe e eu viramos fãs de carteirinha desse moço. Também recomendo a leitura de Não conte a ninguém e Cilada, do mesmo autor.

Norwegian Wood:

Mais sobre o livro: Skoob

SEN-SA-CIO-NAL! Basicamente é um dos meus livros mais do que favoritos do ano.

Primeiramente, qualquer livro que tenha menção a Beatles ou envolva cultura japonesa já é um livro para me chamar a atenção, some isso a personagens cheios de realidade, um escrita cheia de lirismo, carregada de nostalgia e um tanto melancólica e BAAM, você tem o combo perfeito para ganhar meu coração. Claro, que há exceções, mas Norwegian Wood tem isso e mais um pouco. É um livro delicado, sensível e é certeiro em muitos momentos. Ele te faz pensar na vida e mostra pontos de vista brilhantes sobre coisas extremamente banais mas que tem uma grande importância se você der a devida atenção. E se com tudo isso que eu disse você ainda quer mais um motivo para ler, aqui vai: Haruki Murakami, autor de Norwegian Wood, foi um dos autores que mais teve indicações ao prêmio Nobel. Tá pouco ou quer mais?

Sério, extremamente recomendado.

Fahrenheit 451:

Mais sobre o livro: Skoob

Tá ai um livro que me ensinou que há momento certo para a leitura de certas obras. Tinha ele há séculos na minha estante e já havia me arriscado a começar uma vez e achado bem chatinho para o meu gosto. Resolvi Deixar ele paradinho por mais um tempo até que decidir que 2014 seria o ano que ele teria uma nova chance e não me arrependi. Fahrenheit é  uma das melhores distopias que já li e também um dos livros mais bem escritos que já passaram pelas minhas mãos. É um daqueles livro que te faz pensar fora da caixa e repensar as prioridades. Vale muito a pena e é bem curtinho, dá pra ler em uma tarde.

Battle Royale: 

Mais sobre o livro: Skoob

E por falar em distopias, PAREM TUDO O QUE ESTÃO FAZENDO E VÃO LER ESSE LIVRO!

Battle Royale é simplesmente o melhor! Não tenho palavras para descrever o quanto esse livro te deixa empolgado e doido, a cada capitulo. Muitos comparam ele a Jogos Vorazes e a própria Suzanne Collins já foi acusada de ter plágiado esse livro e usado elementos dele na sua obra, mas, embora existam sim muitos pontos semelhantes, acho que não seja o caso.

Enquanto Jogos vorazes é mais focado nas questões politicas, Battle Royale foca mais nas pessoas e em como o ser humano reage quando colocado em situações extremas e que exijam medidas cruéis para que a sobrevivência seja possível. Outro ponto a favor é que esse livro mostra o pior e o melhor dos personagens através da alternância de seus pontos de vista, o que dá uma visão mais abrangente da situação em que eles se encontram e o motivo de terem tomados tais decisões dentro do jogo.

É um livro grande, mas a leitura é tão rápida e acontece tanta coisa que quando você menos percebe, já alcançou as ultimas  páginas.

Jogador N 1: 

Mais sobre o livro: Skoob

Outra distopia futurística que vale muito a pena. Particularmente surtei demais com a leitura, tanto que em alguns capitulos que chegava a pular da cadeira em indignação ou euforia com o rumo que a narrativa tomava. O livro é lotado de referências a cultura pop dos ano 80 e 90, além de ter como temática principal video games e a realidade virtual que foram um combo mágico para mim. Embora os personagens não tenham me cativado tanto em certo ponto da história porque eu detesto romance forçado e desnecessário mas  o plot central do livro faz tudo valer a pena. É tanta coisa legal acontecendo que o resto fica em segundo plano e você nem dá tanta bola pro casal chato.

Eleanor and Park: 

Mais sobre o livro: Skoob

Não gostar de romance desnecessário não significa que eu abomine todo e qualquer  tipo de romance do universo. Eu simplesmente não gosto de casais feitos a partir de abiogênese, e que o interesse amoroso claramente surge com o único propósito de personagem principal não poder ficar sozinho, mesmo que o par dele não tenha nada a ver e eles não possuam a miníma ( ou nenhuma) química. O que definitivamente não é o caso em Eleanor and Park.

O livro é fofo e tem uma dinâmica tão lindinha que te conquista. O casal principal funciona super bem e não tem como não se apaixonar por eles e com eles a medida que a história vai avançando. Ouvi muita gente reclamando sobre o final do livro, mas como não quero dar spoiler, apenas falarei que mesmo o final não sendo definitivo eu gosto de histórias com finais que dão margem a várias interpretações, com possibilidades em aberto. Claro, desde que seja  coerente e se encaixe dentro do enredo trabalhado.

E não sobrou nenhum:

Mais sobre o livro: Skoob

Não sei quantas vezes e quantas pessoas já me recomendaram esse livro, minha mãe foi uma delas, e isso desde que eu estava na 7 série. Então, sempre tive vontade de ler mas foi muito difícil de achar pelo simples motivo, o qual eu descobri muito tempo depois, que ele tinha sido reeditado e por causa de uma polêmica antiga o título havia sido substituído de O caso dos dez negrinho para E não sobrou nenhum. Mas como sempre dizem, antes tarde do que nunca, e eu finalmente consegui botar minhas mãozinhas nessa beleza e QUE LIVRO, minha gente, que livro!!

Fiquei tão fissurada por ele que cheguei ao ponto de sonhar com o livro. Madruguei para terminar de ler ele antes que minha curiosidade me deixasse doida. Já ouvi muitas pessoas falando que esse é a obra prima da Ágatha e tenho que concordar, esse livro é brilhante!

Aviso a quem for ler: Não bisbilhote a ultima página se não quiserem spoiler do final do livro! Eu avisei.

Noite na Taverna:

Mais sobre o livro: Skoob

Confesso que quanto as ditas “leituras obrigatórias” , as quais todos parecem ter certo preconceito, nunca me incomodaram. Sempre dei a sorte ( com exceção de Dom Quixote) de gostar e amar todas os livros que precisei ler na época da escola e muitos deles são meus favoritos até hoje. É caso de Dom Casmurro e também, agora, de Noite na Taverna do autor Álvares de Azevedo.

Um livro que é a frente do seu tempo ao tratar de temas bastante polêmicos como: incesto, assassinato, traição, canibalismo etc. Sem perder o lírismo ( sério, não sei como ele conseguiu essa façanha) e de uma forma bastante ascensível, Álvares, torna fácil a leitura deste livro e é quase impossível para de ler ao termino de um conto sem querer ler o próximo imediatamente.

Minha dica: Não tenham preconceito com obras obrigatórias, algumas são excelentes mas vale bastante o esforço e dedicação para lê-las.

O Exorcista:

Mais sobre o livro: Skoob 

Um dos clássicos do terror que tem toda a pompa e circunstância para ser chamado como tal. É um livro excelente, com uma escrita muito bem feita e cenas cheias de tensão que te deixam com um arrepio atrás da orelha. Eu li, minha irmã leu e nossas opiniões foram as mesmas: Incrível, demais! Recomendo principalmente, aos fãs de um bom terror.

The Mortal Instruments (série):

Mais sobre o livro: Skoob 

Eu já havia lido a trilogia Inferna Devices, que é uma prequel de The Mortal Instruments, e ela era uma das minhas favoritas até o momento que me decepcionei tanto com o rumo que algumas  coisas tomaram no ultimo livro que isso me deixou bastante receosa em começar a leitura da série que a deu origem. Porém, após a insistência da minha irmã, que é super fã da série, eu acabei cedendo e não me arrependi. A série, mesmo não atingindo o topo das minhas mais que favoritas da vida, me proporcionou inúmeros momentos de riso, apreensão, medo e todas as sensações que só uma série que te prende consegue fazer. Adorei os personagens e apesar daquele velhooo problema que tenho com casais principais, eu me surpreendi bastante e nem o romance me incomodou tanto quando eu havia pensado.

Resultado final: Gostei e já espero pela próxima etapa da série.

Era isso, desculpem a enormidade desse post e a demora para publica-lo, tentei resumir o máximo que pude mas ainda sim…

Espero que tenham gostado.

Um beijo da Garota da Vitrine e até a próxima.

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