Brasileiros contam como foi fazer turismo na Coreia do Norte

Oi oie gente , como estão ?

Eu havia falado no post anterior  dessa categoria que faria uma resenha especial falando sobre bias ou meu grupo favorito , BlockB. Porém, passeando pela internet, achei uma matéria incrível sobre três  brasileiros que decidiram fazer turismo na Coreia do Norte. E como essa tensão toda entre as Coreias e os Estados Unidos tem dado o que falar, decidi que seria muito interessante relatar essa reportagem aqui no blog para conhecer mais sobre o que se passa nessa ditadura comunista tão fechada em que os norte coreanos vivem.

Irei colocar alguns trechos mais interessantes da reportagem aqui e deixarei o link  no final do post para quem quiser ver ela completa.

” O fato de se tratar de um dos territórios mais fechados do mundo não foi um problema, mas  um atrativo para o publicitário Marcelo Druck, de 24 anos, o produtor de conteúdo Gabriel Prehn Britto, de 37 anos, e o servidor público Guilherme Bahia, de 34 anos, quando decidiram vistar a Coreia do Norte ,antes da mais recente crise entre Pyongyang e a recente crise com a comunidade internacional.

Eles queriam ver de perto como é a vida na isolada nação comunista, governada por uma ditadura desde os anos 1940.Tão isolada que alguns de seus moradores não sabem que o astro do pop Michael Jackson morreu, mesmo isso tendo acontecido em 2009.

Marcelo, assim como muitos turistas ocidentais que vão até lá, fez o pacote de viagem com uma agência baseada na China, que cuida de todos os trâmites e documentos necessários.

A agência contratada por ele, chamada Koryo Tours, é britânica e promete colocar o turista “perto dos moradores locais” e dar as informações “mais exatas e detalhadas sobre o país e o que acontece por lá”.

Segundo a porta-voz ,Hannah Barranclough, a Koryo Tours leva cerca de 2,3 mil viajantes ocidentais ao país comunista a cada ano. Também organiza viagens de escolas de Hong Kong para lá, para promover intercâmbio cultural entre os estudantes.Hannah garante que é seguro viajar para lá, mesmo com as ameaças recente do país comunista de começar uma guerra termonuclear na Península Coreana. “Pararemos de fazer o tour se considerarmos que é inseguro ou se a Embaixada Britânica nos disser para pararmos”, afirma.

Marcelo Druck diz que fica “aflito” com a situação atual porque se apegou aos guias norte-coreanos que o acompanharam na viagem.
“Até tentei pegar o endereço deles para manter contato nem que fosse por carta, mas eles não são autorizados a dar”, diz.

O visto e preparativos da viagem :

Muitos viajantes vão à Coreia do Norte em grupos, mas Marcelo Druck preferiu contratar o pacote por conta própria. Como não é permitido ir completamente sozinho, ele teve a companhia (constante) de dois guias e um motorista.

“Um dos guias, um estudante de relações internacionais, falava português. A outra guia falava espanhol por ter morado em Cuba – ela inclusive conhecia novelas brasileiras, que via na TV cubana.”

Com a ajuda da agência chinesa, o visto (que custou cerca de 50 euros) saiu facilmente. “Foi o visto mais fácil que tirei na vida”, diz. O passaporte não foi carimbado na fronteira e ficou com os guias até a volta. “As pessoas imaginam que é superdifícil, mas não é. Você paga pelo pacote e pelo visto, e pronto.”

O Roteiro:

Dois guias norte-coreanos e uma inglesa os acompanhavam. Logo no início da viagem, ouviram de um deles que se preparassem para uma jornada estilo excursão escolar, na qual as decisões não são tomadas pelos viajantes.

Gabriel conta que na prática, porém, a vigilância não foi tão intensa quanto ele imaginava. “O guia fica olhando as pessoas, mas não fica em cima de cada uma, o tempo todo”, relata.

Segundo os viajantes , o clima de relativa confiança foi construído porque ninguém do grupo tentou fugir às regras. “Os guias pedem para que a gente não tente nada fora do esquema, e ninguém experimentou”, diz

A escolha dos passeios, porém, é toda montada para causar uma boa impressão nos visitantes. Hospedados em um hotel confortável, padrão 4 estrelas, os turistas são levados apenas às atrações que os norte-coreanos consideram ser uma vitrine do país.

“Eles querem mostrar que são uma potência, que o comunismo norte-coreano é a salvação do mundo”, afirma Gabriel.

Com um roteiro que levava a  passeios durante mais de 12 horas por dia, eles  passavam não apenas por estátuas, parques e monumentos, mas também por fazendas (como uma plantação de maçãs e um criadouro de tartarugas) e fábricas (por exemplo, uma engarrafadora de água mineral).

As técnicas de cultivo e fabricação eram descritas minuciosamente pelos guias, o que podia se tornar cansativo. “Tem que estar preparado para momentos de tédio. Chegava uma hora em que eu já nem prestava mais atenção”, admite Gabriel.

Gabriel acredita que o passeio agrada somente ao tipo de turista interessado em conhecer uma forma de vida diferente. “Se uma pessoa vai atrás de turismo normal não vai gostar. Tem que ir sabendo que você fará parte de uma encenação, que inclui atrações maravilhosas, mas outras bem chatas também. Tem que estar aberto.”

O ponto alto, tanto para ele quanto para Guilherme, foi ir ao Arirang, espetáculo também conhecido como “mass games”, no qual centenas de milhares de pessoas formam painéis humanos com desenhos variados. “É impressionante. Não deve nada a uma abertura de Olimpíada”, diz Guilherme.

Sobre a capital, Pyongyang :

Gabriel  diz que achou Pyongyang uma cidade descuidada , porém interessante. “É uma cidade grandiosa, cheia de monumentos, praças gigantes, mas está caindo aos pedaços. Tem poucas cores. Todos os prédios estão precisando de reformas”, descreve.

Barreiras de Comunicação:

O contato com o povo coreano foi dificultado pela barreira do idioma — pouquíssimos falam inglês. Mas Gabriel diz que achou as pessoas muito receptivas e sorridentes. “Elas  são curiosas, querem saber o que estamos achando do país. Quando ouvem que somos brasileiros, falam de futebol, de Ronaldo. Eles foram simpáticos até com os norte-americanos do grupo”, afirma.

cats

Guilherme e Gabriel , interagindo com alguns norte-coreanos.

Perguntas e Respostas , curiosidades sobre o Turismo.

É seguro viajar para lá?

Eles afirmam ainda que nunca tiveram problemas com as autoridades norte-coreanas e que elas apoiam o turismo. Mesmo neste momento de tensão entre as duas Coreias, as excursões continuam acontecendo e assegura-se que se houver risco, serão canceladas.

Quanto custa?

Quem for pela China deve pagar a passagem até Pequim e, de lá, embarcar na excursão com a agência. A Koryo Tours, uma das principais empresas nessa área, tem viagens em grupo por preços que começam em 790 euros (2 noites) e vão até 3.350 Euros (16 noites). O preço inclui deslocamentos, hospedagem e comida. Pacotes individuais costumam sair mais caros.

Que moedas os viajantes usam?

Turistas não podem usar a moeda local (o won norte-coreano). Devem levar euros, dólares ou yuan chinês, em espécie – já que o país não tem sistemas de cartões de crédito ou débito nem caixas eletrônicos.

Dá para ir sozinho?
Não é permitido viajar totalmente sozinho nem “vagar pelas ruas”. A viagem, mesmo que seja feita por apenas uma pessoa, deve ter o acompanhamento de guias autorizados

É possível fazer contato com os moradores?
A principal dificuldade é o fato de pouquíssimos falarem inglês. As agências de viagem encorajam os guias a ajudarem na comunicação, mas não recomendam aos turistas “fazer perguntas sobre questões sensíveis”.

Como são os hotéis?
Os hotéis onde ficam os turistas em Pyongyang têm padrão 3 ou 4 estrelas e são equipados com bares, restaurantes, lojas, piscina, boliche e karaokê (uma das diversões preferidas dos norte-coreanos). Eles têm também ar condicionado, eletricidade confiável (graças a geradores próprios), água quente e canais de TV internacionais, como CNN e BBC. Já os hotéis fora da capital podem sofrer com falta de eletricidade e água quente.

Como é a comida?
As agências avisam que, apesar da situação de restrição de alimentos ter sido amenizada com a ajuda de organizações não governamentais do Ocidente, a oferta mal dá conta da demanda interna, e o país está longe de ter uma culinária excelente. “Algumas refeições são ótimas e outras, apenas boas o suficiente”.Frutas e chocolate são escassos, portanto o turista é orientado a levar esses itens se desejar.

É possível fazer fotos?
Em geral é permitido fotografar, mas quando não for, os guias avisam.Quem sair do país de trem pode ter a câmera revistada, e os guardas podem pedir que sejam apagadas imagens que eles considerem ofensivas ao Grande Líder.

O que é proibido levar?
Câmera com GPS, livros que falem do país, revistas sul-coreanas ou escritas em coreano, bandeira norte-americana ou sul-coreana e rádio.

É preciso fazer reverência aos líderes?
Sim, sempre que o guia norte-coreano disser para fazer reverência. Geralmente isso acontece diante de grandes estátuas de Kim Il-sung.

Quem não pode entrar no país como turista?
Sul-coreanos, estrangeiros que morem na Coreia do Sul e jornalistas profissionais que não tenham se identificado como tais (é exigida uma permissão especial). Norte-americanos são livres para fazer turismo no país.

Achei o esse relato interessantíssimo e serve para mostrar ,que apesar das aparências , o país não é esse bicho de sete cabeças que todo mundo pensa. Vou confessar para vocês  ,que até fiquei com vontade de visitar o país e ver todas essas coisas de perto…quem sabe um dia.

Bem , era isso galera, como prometido ,aqui vai o link com a reportagem completa ( G1.com, reportagem na integra ), lá você pode ver mais algumas fotos e a lista de Perguntas e respostas ,que não foram colocadas aqui.

Espero que tenham gostado!

Um Grande Beijo da Garota da Vitrine e até a próxima.

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s