Resenha – O Grande Gatsby

Primeira resenha  de 2013 e também uma das minhas metas de leitura desse ano, O Grande Gatsby, me surpreendeu e mostrou ser bem mais do que eu estava esperando.

Informações sobre a Obra;

Autor: F.Scott Fitzgerald

Páginas:204

Sinopse:O romance relata a história do enigmático Jay Gatsby, proprietário de uma luxuosa      mansão na zona mais rica das praias de Long Island, onde ele promove suntuosas festas, frequentadas por escritores, produtores de cinema, stars, esportistas, gângsters e garotas bonitas em busca de ascensão social. O mistério que paira sobre Gatsby, um homem elegante e indecifrável,  e seu interesse pela bela Daisy Buchanan foram imortalizados no cinema por Robert Redford e Mia  Farrow, que com suas interpretações deram vida à essência da Era do Jazz.

Primeiras Impressões …

Eu nunca tinha entendido muito bem sobre o que era esse livro, já havia escutado algumas poucas coisas sobre ele e sempre que ia à livrarias, dava de cara com aquela edição preta e branca que nunca tinha me chamado a atenção. E foi só depois de ver um vídeo resenha no canal da Verônica, é que aquela inspiração para ler a obra me atingiu. Então, um dia desses, enquanto  estava na rodoviária esperando pelo meu ônibus, vi a edição pocket de O grande Gatsby e pensei: “Por que não?”. Entrei na livraria, comprei e na volta para casa já comecei a ler as primeiras páginas, e não é que me surpreendi bastante?!?

Logo no início, o leitor já se depara com uma narrativa em primeira pessoa extremamente fácil e prazerosa. Nada de palavras rebuscadas, cenas muito detalhadas ou qualquer outro fator que torne a leitura arrastada. Pelo contrário, as coisas acontecem de uma maneira muito natural  e em pouco tempo já somos apresentados aos personagens mais relevantes da história.

Personagens:

Nick Carraway :

Nosso narrador e também primo de Daisy e é pelos olhos de Nick que vemos o desenrolar da história. Tem uma personalidade calma e reservada e também possui uma opinião bem forte e definida em relação ao modo de vida e as pessoas que o cercam.

Foi o personagem que chegou mais perto de me cativar, talvez por ser a única pessoa no livro inteiro que não se deixa ludibriar pelo dinheiro ou pelo estilo de vida blasé em que a sociedade dos anos 20 estava mergulhada. Além de ser inteligente, com uma pitada generosa de sarcasmo elegante, Nick, permaneceu fiel, durante todo o desenrolar da história, ao seus princípios e ao seu bom caráter demonstrados logo nas linhas que abrem o livro.

“Em meus anos mais juvenis e vulneráveis, meu pai me deu um conselho que jamais esqueci:

– Sempre que você tiver vontade de criticar alguém – disse-me ele – lembre-se de que criatura alguma neste mundo teve as vantagens de que você desfrutou.”

Ter Nick como narrador foi realmente um alívio, já que se qualquer outro personagem se atravesse a faze-lo, a história teria se tornado terrivelmente massante de aguentar devido a futilidade que apresentavam.

Daisy

Linda, rica, graciosa, meiga e cabeça de vento, assim eu descreveria Daisy, sem nenhuma sombra de dúvidas. Fiquei um pouco decepcionada com ela pois tinha uma ideia completamente diferente em relação ao seu papel na história. Com o título de eterna paixão do Grande Jay Gatsby, realmente pensei que fosse uma mulher determinada e que era contra seguir o padrão de vida dos demais, etc, etc, etc. No fim ela se mostrou completamente diferente de tudo que eu havia imaginado, mostrando-se uma cabeça de vento que acatava tudo o que os outros diziam. Decepcionante.

Jay Gatsby

Um gentleman, talvez um pouco mentiroso compulsivo, mas por um bom motivo. Gatsby, é um personagem simpático e bem estruturado – instigante, eu diria- extremamente misterioso, não sabemos muita coisa sobre ele no começo da história, e mesmo com a explicação sobre suas verdadeiras origens que o livro apresenta, ainda desconfio se ele realmente estava contando tudo.

Tem uma personalidade extremamente sonhadora  e embora pareça ter uma aparência robusta e forte, acredito que ele é um dos personagens mais vulneráveis da história.

Tom Buchanan:

O Marido da Daisy, com essa pequena frase eu o defino. Ele é rico, não muito esperto, mas inteligente o bastante para ter uma amante – que é o que todos parecem ter nesse livro-; canastrão, cheio de si e acredita que tanto a esposa quanto a amante são propriedades dele. Acredito que Fitzgerald queria retratar todos os estilos de pessoas que povoaram os “loucos anos 20” , sendo assim: Nick  seria o visionário, alguém a frente do seu tempo; Jay Gatsby, o ascendente social ingênuo e Tom seria o típico homem que vive para o agora e se comporta a maneira de parecer melhor do que os outros.

Myrtle Wilson :

Amante de Tom,  é uma personagem importante, embora não pareça a primeira vista e não seja muito mencionada durante o livro. Ela é insatisfeita com a vida que leva, principalmente em relação ao marido. Algumas pessoas podem achar ela meio fútil e interesseira, mas acreditei muito mais nela e no amor dela pelo Tom do que, na Daisy em relação a Gatsby e ao próprio marido.

Jordan Baker:

Ela tem um romance, não muito desenvolvido, com o Nick. Jordan tem uma personalidade forte e decidida no que ela quer e é extremamente orgulhosa.

Em todo caso, gostei dessa personagem e do papel dela na história mesmo que o final não tenha sido um tanto…bom, leiam  o livro e descubram.

Conclusões de leitura

O ponto que mais me agradou nessa história e que eu devo ressaltar novamente: A narrativa.

Não sei porque gostei tanto. Acho que pelo fato de o livro ser narrado em primeira pessoa (que é uma coisa que me agrada bastante) mas essa narração não ser feita pelo personagem central da história, deixou a experiência bem mais realista. Depois que terminei de ler, tive a sensação de que eu realmente era vizinha do Jay Gatsby ,tinha participado de todas as suas festas luxuosas e soubesse deve uma boa fofoca sobre o caso dele com a Daisy. Foi muito divertido!

Considerações gerais

Se alguém disser para vocês que esse livro é sobre a história de amor, não acredite. O Grande Gatsby não é sobre um romance e a história não gira em torna disso, esse livro é um retrato de uma sociedade, é uma história sobre a beleza de ser blasé, bonito, rico e jovem, e sobre como o céu é o limite quando se tem tudo isso. Recomendo para todos que quiserem se aventurar pelos clássicos da literatura e não sabem por onde começar. A leitura é extremamente atual e a história é muito boa e tem um final S-U-R-P-R-E-E-N-D-E-N-T-E!!!.

Um grande beijo da Garota da Vitrine

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2 comentários sobre “Resenha – O Grande Gatsby

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